Santo do dia
29 de Julho

SANTOS ARCANJOS MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL

São Miguel, o antigo padroeiro da Sinagoga, é agora o padroeiro da Igreja universal; São Gabriel é o anjo da encarnação e talvez o da agonia do jardim das oliveiras; São Rafael é o guia dos viajantes.

São Miguel, em particular, foi cultuado desde os primeiros séculos de história do cristianismo. O Imperador Constantino erigiu-lhe um santuário nas margens do Bósforo, em terra européia, enquanto Justiniano construiu-lhe um no lado oposto. A data de 29 de setembro corresponde à da consagração da igreja dedicada no século V a São Miguel, a seus milhas da via Salária. A festividade difundiu-se rapidamente no Ocidente e no Oriente. Em Roma foi-lhe dedicado o célebre mausoléu de Adriano, agora conhecido com o nome de Castelo de Santo Ângelo. A São Miguel é dedicado o antigo santuário, surgido no século VI, que do Monte Galgano, na Púglia, domina o mar Adriático. Nas proximidades desta Igreja, a 8 de maio de 663, os longobardos obtiveram vitória no encontro naval com a frota sarracena, e o acontecimento da vitória, atribuída a uma aparição do anjo, deu origem a uma segunda festa transferida depois para 29 de setembro.

São Gabriel, “aquele que está diante de Deus” (é seu cartão de visita, quando vai anunciar a Maria a sua escolha para Mãe do Redentor), é o anunciador por excelência das revelações divinas. É ele que explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias. A ele é confiado o encargo de anunciar o nascimento do Precursor, João, filho de Zacarias e de Isabel. A missão mais alta que nunca foi confiada à criatura alguma é ainda sua: anunciar a Encarnação do Filho de Deus. Ele tem um prestígio muito especial até mesmo entre os maometanos.

São Rafael, falado em um só livro da Sagrada Escritura, é o acompanhante do jovem Tobias, e por isso sua função é tida como guia de todos os que viajam. Foi ele que sugeriu ao seu jovem protegido o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado também como curador (etimologicamente seu nome significa “Deus curou”). Sua festa a 24 de outubro havia entrado no calendário romano somente a partir de 1921.

FONTE: CLEOFAS

SÃO LÁZARO

s. Lázaro, Luca di Tommè

Amigos de Jesus

Lázaro e suas duas irmãs, Marta e Maria, eram amigos fraternos de Jesus de Nazaré. Viviam em Betânia, a cerca de três milhas de Jerusalém, e Jesus, muitas vezes, se hospedava na casa deles. A amizade entre Jesus e Lázaro é testemunhada pelas palavras, com as quais Maria e Marta tinham mandado dizer-lhe para visitar o irmão doente: “Senhor, aquele que amas, está enfermo”. E ainda, depois, com a chegada de Jesus, aparentemente tarde demais para salvá-lo: “Senhor, se tivesses vindo aqui – disse Marta – meu irmão não teria morrido”. As testemunhas do episódio, percebendo a perturbação e aos lágrimas de Jesus, diante do sepulcro fechado do amigo, murmuravam entre si: “Vejam como ele o amava…” (cf. Jo 11,3.21.36).

As referências sobre a amizade entre ambos levam a identificar Lázaro, segundo alguns, com o “discípulo que Jesus amava”, ao invés de João Evangelista, que é mais plausível.

O episódio da ressurreição de Lázaro, narrado apenas no Evangelho de São João, tem um valor profético e simbólico, porque preanuncia a Ressurreição de Cristo. A casa dos amigos de Betânia e o sepulcro vazio de Lázaro tornaram-se, logo, desde os primórdios do cristianismo, meta de peregrinações, às vésperas do Domingo de Ramos. Segundo São Jerônimo, na época medieval, ao lado do sepulcro do amigo, teria sido fundado um mosteiro, que contava com a proteção do próprio imperador Carlos Magno.

Viver depois da morte

A narração de São João prossegue dizendo que, o episódio da ressurreição de Lázaro, fez com que muitos dos presentes se convertessem e cressem em Jesus. Isso contribuiu para aumentar ainda mais o clima de suspeita e de ódio, em relação a Jesus, por parte dos Sumos Sacerdotes e Fariseus, que viam nele um perigoso subornador. Além do mais, quando Lázaro participou de um banquete, oferecido em honra de Jesus, haviam decidido de matá-lo também, porque muita gente tinha acorrido para vê-lo, pois pensava que Ele, realmente, era o Filho de Deus.

Enigma das relíquias

Segundo a tradição oriental, com a Morte e Ressurreição de Jesus, Lázaro ter-se-ia transferido para Chipre, onde teria sido Bispo por trinta anos. Esta tradição foi confirmada, no ano 890, com a descoberta em Cítio, atual Larnaca, de uma lápide com a incisão: “Lázaro, amigo de Cristo”. A seguir, suas relíquias teriam sido trasladadas para Constantinopla, por ordem do imperador Leão VI, o sábio ou o filósofo, e depois para a França, pelos Cruzados.

No entanto, a transladação das relíquias teria sido apenas parcial, porque, em 1972, foi encontrada, em Larnaca, uma arca de mármore, com as relíquias atribuídas a São Lázaro.

Outra versão histórica afirma, ao invés, que Lázaro, Marta e Maria, acompanhados de certo Máximo, teriam partido de barco, – sem remos, sem velas, sem timão – que teria atracado nas costas da França meridional.

Esta versão faz parte também da “Lenda Dourada”, de Jacopo de Varagine, onde se lê que Lázaro e suas irmãs teriam partido para pregar na França, onde Lázaro teria sido o primeiro Bispo de Marselha. Ali, teria sido martirizado durante a perseguição do imperador Nero.

 

Fonte: Vatican News